Falsa advogada presa em operação já foi assistente parlamentar e mediava vazamento de dados sigilosos do TJ-AM, diz polícia

  • 21/02/2026
(Foto: Reprodução)
Falsa advogada é presa em Teresina em operação contra o Comando Vermelho no AM Lucila Meireles Costa, de 42 anos, presa na sexta-feira (20), em Teresina, é uma das investigadas na Operação Erga Omnes, que investiga um esquema ligado ao Comando Vermelho que, segundo a investigação, mantinha um "núcleo político" com acesso aos três poderes e atuação voltada ao tráfico de drogas no Amazonas. De acordo com a Polícia Civil, Lucila já trabalhou como assistente parlamentar na Câmara Municipal de Manaus. No esquema, é suspeita de se passar por advogada e corromper servidores da Justiça do Amazonas para obter informações de processos sigilosos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A investigação aponta que ela era sócia de uma advogada de fato, também investigada na operação. Conversas interceptadas pela polícia mostram as duas planejando, sob ordem de um homem apontado como traficante, o pagamento de propina a um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para conseguir dados de um processo criminal de outro alvo. "O referido vazamento de informações sigilosas tinha como objetivo monitorar a situação criminal de um investigado, para que este se mantivesse calmo e colaborasse com os objetivos do crime organizado", diz trecho do relatório policial. Em áudios obtidos pela polícia, o suposto traficante tranquiliza um comparsa e afirma que Lucila e a sócia “foram até o Ministério Público através um conhecido lá dentro e protocolaram um Habeas Corpus preventivo”. Ele diz ainda que a falsa advogada atualizaria o andamento do pedido e que não faziam um "trabalho amador". Falsa advogada é presa em Teresina em operação contra 'núcleo político' do Comando Vermelho Polícia Civil O relatório destaca que Lucila tinha acesso facilitado à Assembleia Legislativa do Amazonas e à Câmara Municipal de Manaus, onde ocupou o cargo de assistente parlamentar até 2024. A Polícia Civil também lembra que, em 2016, já havia um boletim de ocorrência contra ela por exercício ilegal da profissão. Ela estava em Teresina há cerca de um ano, segundo o delegado Tales Gomes. Ainda segundo o delegado, a mulher pode responder pelos crimes de organização criminosa, associação para o tráfico e corrupção ativa e passiva. Lucila Meireles Costa é suspeita de atuar como falsa advogada em Teresina Polícia Civil do Piauí Elo com o tráfico A investigação da polícia indica que a quadrilha ligada à facção teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão para a organização criminosa por meio de empresas de fachada. Além de Anabela, também foram alvos um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores de três vereadores Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. Infográfico mostra como funcionava o esquema do Comando Vermelho no AM Arte/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/02/21/falsa-advogada.ghtml


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